Untitled Document

Breve descrição da Anatomia do Joelho

Este informativo apresenta superficialmente a anatomia da articulação do joelho. Embora esta articulação possa parecer um conjunto simples, é um dos mais complexos sistemas articulares do corpo humano. Além disso, o joelho é mais provável ser lesado do que qualquer outra articulação do corpo. Nós tendemos a ignorar nossos joelhos até que algo aconteça a eles. Portanto, uma prevenção ainda vale muito para evitarmos problemas futuros.
Se cuidarmos bem dos nossos joelhos antes que haja um problema estamos realmente ajudando a nós mesmos. Além disso, se desenvolvermos algum programa de exercício, isto pode ser extremamente benéfico para a prevenção das lesões.

O joelho é composto essencialmente por quatro ossos (figura1). O fêmur, que é o grande osso em sua coxa, está ligado pelos ligamentos e uma cápsula articular à sua tíbia. Logo abaixo e ao lado da tíbia é o perónio, que corre paralela à tíbia. A patela, ou o osso pequeno em frente ao joelho, articula-se com o fêmur quando o joelho dobra (movimento de flexão).
Quanto aos movimentos, ele não só dobra e estica, ou, como é medicamente denominado, flexionar e estender, mas também faz movimentos de rotação para um lado e para outro. Estes movimentos de giros (ou pivô) que fazemos quando giramos com o pé apoiado no chão podem ser muito danosos para o nosso joelho.
Figura1.



Os músculos que atravessam a articulação do joelho são o quadríceps (quatro músculos em um) que está na parte da frente da coxa, sendo o famoso músculo do chute e os isquiotibiais (músculos da parte de trás da coxa). Estes músculos da parte de trás da coxa podem ser utilizados com enxertos para a reconstrução do ligamento cruzado anterior. Tiras destes tendões são retirados com aparelhos especiais, dobrados e colocados no lugar dos ligamentos que romperam.
Há dois ligamentos cruzados, localizado no centro da articulação: o ligamento cruzado anterior (LCA) e o ligamento cruzado posterior (LCP). Estes são os principais ligamentos para a estabilização do joelho. Na vista de lado, o ligamento cruzado posterior impede a tíbia de deslizar para trás sobre o fêmur (figura 2).

O ligamento cruzado anterior impede a tíbia de deslizar para frente sobre o fêmur (figura 3).


Mais importante ainda, ambos os ligamentos estabilizam o joelho evitando os movimentos antes descritos, os movimentos de rotação ou giros. Assim, se um desses ligamentos é significativamente danificado, o joelho ficará instável ao apoiarmos o pé sobre o membro lesionado e o joelho gira de forma descoordenada causando muita dor e em alguns casos a pessoa pode até cair no chão pela falta de firmeza.
Os ligamentos são igualmente importantes para o joelho porque eles mantêm a articulação firme. Você deve ter ouvido falar de pessoas que tinham alguma lesão nos seus ligamentos. Problemas com os ligamentos são comuns.

De igual forma, nossos joelhos apresentam os ligamentos colaterais; o ligamento colateral medial (corre na parte de dentro) e o ligamento colateral lateral (corre na parte de fora do joelho), que são ligamentos em forma de uma corda grossa. Estes ligamentos também são de maior importância para manutenção da firmeza desta articulação. O ligamento colateral medial segura nosso joelho nos casos em que forçamos ele para dentro (movimento mais comum), já o colateral lateral quando forçamos o joelho no movimento inverso, isto é, para fora.
Em resumo, os ossos do joelho fornecem apoio devido a sua estrutura rígida. Porém os músculos movem as articulações e os ligamentos estabilizam a articulação.

A articulação do joelho também tem uma estrutura feita de cartilagem, chamado de cartilagem do menisco ou meniscal. O menisco é uma peça em forma de C de tecido que se encaixa na articulação entre a tíbia e o fêmur. Ela ajuda a proteger a articulação e permite que os ossos deslizam livremente uns aos outros. Há também uma bolsa em torno da articulação do joelho. A bursa é um bolsa (daí o nome) com pouco líquido que faz com que os músculos e tendões deslizem livremente com os movimentos do joelho.
Para funcionar bem, uma pessoa necessita para ter músculos fortes e flexíveis. Além disso, a cartilagem do menisco, cartilagem articular e ligamentos devem ser fortes. Problemas ocorrem quando qualquer uma destas peças da articulação do joelho são danificadas ou irritadas.

Além disso, nossa articulação apresenta a cartilagem que permite o deslizamento de um osso contra o outro com mínimo atrito quando não há degeneração ou desgaste. Além do mais, nossa articulação é banhada com um líquido muito parecido com um azeite que é chamado de líquido sinovial. Este líquido apresenta alta viscosidade, reduzindo assim o atrito das cartilagens.

Outra parte muito importante de nosso joelho é a articulação patelofemoral, isto é, a articulação da patela com o fêmur. É talvez um dos pontos mais críticos de nosso joelhos, já que muitas das doenças desta região são de difícil tratamento, tais como desgastes da cartilagem e dores crônicas (síndrome da dor fêmoropatelar), sem causa aparente.  A patela (antigamente chamada de rótula) articula com o sulco do fêmur chamado de tróclea (ou sulco troclear). Importante lembrar que há cartilagem entre estes dois ossos. Em se falando nisso, a cartilagem que reveste a patela é a mais espessa (grossa) do corpo humano. O que prova que as forças que agem nesta articulação são muito fortes.  Em volta da patela temos os tendões quadriciptal superiormente (ligando a patela com os músculos da coxa) e o patelar inferiormente (ligando a patela com a tíbia). Nos casos em que o tendão patelar rompe, a patela sobre demasiadamente. Isto ocorreu com um jogador de seleção brasileira anos atrás (o jogador com apelido de “fenômeno”). Para se ter uma idéia das forças que agem nesta articulação, quando ma pessoa realiza uma caminhada em velocidade normal em terreno plano, atuamos com cerca de 50% do peso corporal. Em subida de escadas sobrecarregamos com cerca de 3 vezes o peso corporal e nos agachamentos (ato de dobrarmos os joelhos e descermos até o chão) as forças atuantes na articulação da patela com o fêmur chegam a 7 vezes o peso corporal. Isto sem dizer que estas cargas foram estimadas sem que a pessoa estivesse carregando qualquer peso nas mãos.

Para maiores informações acesse os locais específicos sobre meniscos, ligamentos e cartilagens, nesse site.